World Health Summit debate saúde em África

A cidade de Coimbra, em Portugal, recebe hoje e amanhã o World Health Summit Regional Meeting que vai debater o estado da saúde em África. De acordo com os membros da organização, trata-se de uma oportunidade de aprofundar os laços com os países africanos de língua oficial portuguesa no contexto mundial.

Durante dois dias o estado da saúde global dos países africanos vai estar em debate. A gestão das doenças infeciosas, a mortalidade materno-infantil e a governação para a equidade na saúde são alguns dos temas a serem analisados pelos mais de 700 peritos mundiais e os cerca de 120 oradores de mais 40 países.

A Guiné-Bissau é um dos países africanos de língua portuguesa que marca presença na reunião. Anaximadro Menut, gestor e activista guineense, explica que esta cimeira será aproveitada pela Guiné-Bissau para mostrar à comunidade internacional que o país precisa de apoios para reforçar o sistema de saúde.

“ Fazer perceber que é um país que precisa de apoios, que precisa de ver reforçada o seu sistema de saúde”, explicou.

Num contexto de Estado frágil, Anaximadro Menut refere que a debilidade do sistema de saúde guineense impede o país de responder em caso de endemias. “É preciso de facto essa porta, esse acompanhamento da comunidade internacional», reconheceu.

Saudi Ki Nô RiKesa

Sob o slogan “Saúde que é a Nossa Riqueza”, a Guiné-Bissau realiza, amanhã, um “Side Event” onde apresenta um estudo sobre o controlo social das políticas públicas no país.

“Um estudo recentemente realizado por nós, uma equipa vasta, isso contanto também com o apoio da ONG francesa ESSOR, que actuam aqui na Guiné-Bissau, e com o apoio financeira da União Europeia. (…) Uma pesquisa que foi centrada muito na avaliação do controlo social das políticas públicas e também o acesso aos serviços de saúde em alguns bairros pilotos da Guiné-Bissau”, acrescentou, Anaximadro Menut, gestor e activista guineense.